sexta-feira, 1 de julho de 2016

Tudo sobre Calopsitas

As calopsitas atingem sua maturidade sexual por volta dos 12 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução com menos idade.

Um casal é formado pela própria escolha das aves. Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão se reproduzir. Embora as chances sejam aumentadas elas não são absolutas. Os casais se formam naturalmente. Após a fecundação da fêmea pelo macho ela irá colocar em média de 4 à 7 ovos no ninho. Não obrigatoriamente todos estarão fecundados. A fêmea coloca os ovos com um espaçamento de 1 a 2 dias (em média) entre eles. E da mesma forma os filhotes não nascerão todos ao mesmo tempo. Após a postura dos ovos os filhotes nascem em um período de 17 à 22 dias. Normalmente os filhotes devem ser separados dos pais com 8 semanas de vida. A colocação de um ninho próprio para calopsitas (vendido nas petshops) fornece o estímulo necessário para a reprodução. Se possível é aconselhável colocar o ninho no lugar mais alto possível. Isto porque, desta forma, estaremos nos aproximando o mais possível do ambiente natural de nidificação na natureza onde as calopsitas criam os ninhos no alto das árvores.
As calopsitas podem efetuar sua reprodução o ano inteiro, mas é aconselhável deixar que tenham apenas 2 ou 3 ninhadas anuais. Há um grande desgaste dos pais no tratamento e cuidados dos ovos e filhotes levando-os a uma exaustão caso fiquem efetuando reproduções uma após a outra. Notar que nas épocas de procriação deve ser fornecido milho verde diariamente, sobretudo quando nascerem os filhotes. Procure fornecer também de forma regular (dia sim, dia não). A alimentação dos pais também deve ser mais abundante, bem como a oferta de água disponível. Os criadores experientes aconselham deixar sempre à disposição das aves 'banheiras' com água , sobretudo nesta época. Os pais eventualmente procuram esta oferta extra de água até mesmo para auxiliar no nascimento dos filhotes, umedecendo os ovos . A aplicação de vitaminas também é efetuada por alguns criadores, bem como fornecimento de cálcio extra (normalmente colocado na água das aves). Porém aves saudáveis e bem alimentadas não têm a necessidade destes complementos. Para que a postura finalize basta que se retire o ninho. É aconselhável então a limpeza do ninho, deixando-o preparado para quando ocorrer a próxima época de postura. Os criadores limpam os ninhos e o desinfetam com álcool, deixando-o secar naturalmente.
Tem-se observado que normalmente épocas secas tendem a fornecer menos ovos galados, mesmo embora os pais estejam saudáveis e sejam prolíficos.
Os pais, na época da reprodução, podem ficar mais arredios (mesmo se forem calopsitas mansas) e mesmo agressivos. Isto é natural devido ao seu instinto básico de cuidado e proteção das crias. Sempre é bom lembrarmos disto ao tormarmos alguma bicada inesperada. É aconselhável deixar o ninho em um lugar tranqüilo, dando uma sensação um pouco maior de proteção. Por vezes é observado um comportamento diferente dos pais abrindo as asas e ameaçando bicar, tal qual uma águia preparada para atacar. Nestas épocas o simples barulho à noite pode ocarretar este comportamento. Se efetuarmos a alimentação dos filhotes na mão acabamos por amansá-los naturalmente. 
Porém para que possamos criar casais devemos efetuar a identificação do sexo das aves. Enquanto esta separação é relativamente fácil na variedade natural da espécie (calopsitas cinzas) as demais variedades podem apresentar dificuldade na sexagem. Abaixo podemos observar a sexagem das calopsitas cinzas .
A sexagem das demais variedades realmente é difícil, sobretudo nas lutinas ou brancas. Caso se observe as penas inferiores da cauda e se note, mesmo que levemente, um desenho 'rajado' (listras) pode-se pressupor, com um certo acerto, tratar-se de uma fêmea.
Uma outra forma de se diferenciar o sexo das aves é quando as mesmas estão com uma idade aproximada entre 4 e 5 meses de vida. Neste período os machos começam a piar mais, começam timidamente a ensaiar cantos, piados diferenciados, mesmo imitação dos sons à sua volta. Esta é uma característica masculina da espécie, embora já se tenha observado que algumas fêmeas também podem agir desta forma. Mas esta é uma exceção. Normalmente as fêmeas apenas emitem um piado ou pequenas variações deste piado ao longo de sua vida.
Alguns criadores conseguem efetuar também a sexagem das aves através da verificação, por toque, da cloaca do animal. Devido à necessidade das fêmeas de colocarem ovos um pequeno osso arredondado nesta região acaba possuindo uma abertura maior do que a presente nos machos. Este procedimento, porém, é polêmico entre os criadores. A eficácia deste método é discutível.
Atualmente ainda existe um terceiro método, mais tecnológico. Existem empresas que fazem a sexagem das aves por DNA. Você solicita um kit à empresa, põe algumas penas e envia . Eles fazem a análise e enviam o resultado a você. Estes resultados são confiáveis e estão disponíveis para Calopsitas.
É aconselhável, antes de se tentar a postura das aves, aplicar vermífugo. Isto acaba livrando as aves de vermes e, consequentemente, ajudando na criação e saúde dos futuros filhotes. Porém a partir do momento em que os filhotes nasçam é desaconselhável a sua aplicação.
Por vezes alguns criadores apregoam que calopsitas mansas não procriam. Isto está incorreto. Tanto a calopsita dita mansa quanto a normal acabam efetuando a postura e criação de filhotes com sucesso.
Após a eclosão dos ovos os pais se revezam no cuidado e alimentação dos filhotes. O comportamento dos pais, a partir deste momento, pode variar ainda mais. Normalmente a fêmea fica com os filhotes. Quando ela sai o macho fica no ninho aguardando o retorno dela para poder sair novamente. Tanto a fêmea quanto o macho alimentam o filhote diretamente no bico. Atentem que nem todos os ovos eclodem, obrigatoriamente. O período de duas semanas é crucial no crescimento dos filhotes. Quanto mais os filhotes receberem alimento diretamente dos pais mais saudáveis eles serão. Quando se quer amansar calopsitas normalmente se retiram os filhotes durante o final deste período. Antes disto há grande chance dos filhotes morrerem. Atualmente tem-se a tendência de tentar amansar calopsitas somente a partir dos três meses de vida. Desta forma garante-se uma maior saúde e longevidade da ave. Embora deva-se evitar ao máximo se mexer em ninhos neste período temos que atentar para dois fatos:
Primeiro: algumas vezes um filhote acaba saindo do ninho propriamente dito, indo para a 'ante-sala' (onde há a abertura redonda de entrada do ninho). Caso o filhote seja novo e fique lá são grandes as chances de sua morte. Filhotes não conseguem gerar o seu próprio calor de forma adequada. Permanecendo na câmara do ninho é aquecido pelos pais e, quando há mais de um filhote, pelo próprio irmão. Nestes casos é interessante uma avaliação adequada e que se tente pôr de volta o filhote na câmara principal. Na foto abaixo note que há tanto filhotes na câmara principal quanto na 'ante-sala'. Como é grande o número de filhotes isto é normal. Note que ficaram, neste caso, dois nesta ante-sala. E como são um pouco maiores e mais emplumados acabam conseguindo se aquecer melhor.
Segundo: algumas vezes os pais acabam não alimentando os filhotes ou acabam alimentando-os menos do que deveriam. Nestes casos os filhotes podem simplesmente morrer por inanição. Temos também a possibilidade de que, por algum motivo, os pais abandonem o ninho. Em qualquer destes casos se não tomarmos alguma ação os filhotes certamente morrerão. Devemos lembrar, sempre, que calopsitas são aves naturalmente assustadiças. Um grande susto ou grande alteração de seu ambiente de forma repentina pode ocasionar tais abandonos. Nestes casos temos que proceder, nós mesmos, à alimentação deste filhotes. Abaixo fornecemos a maneira certa para agirmos da forma mais acertada possível. Filhotes são extremamente frágeis e delicados. 
O filhote provavelmente estará independente por volta de 10 a 12 semanas. Daí ele estará “desmamado”. A partir deste ponto prosseguir com a alimentação normal de calopsitas.
A partir de um mês, um mês e meio de vida (6 semanas) deixe um pouco de ração na gaiola. O filhote irá aos poucos provando e paulatinamente mudando da papinha para sementes. Ao ver os pais comendo serão estimulados a fazer o mesmo. Da mesma forma começarão a provar os alimentos dos pais, principalmente milho verde. A partir do segundo para o terceiro mês podemos começar a fornecer apenas os alimentos normais. Um filhote saudável irá efetuar sozinho a transição. Não esqueça de ficar sempre observando o filhote e seu desenvolvimento. Verifique se está se alimentando de forma normal, se está comendo bem, se está sempre curioso com as coisas à sua volta. Uma ave demasiado quieta não é normal. Embora filhotes costumem dormir mais do que adultos devemos estar sempre atentos. Uma ave muito quieta pode ser sinal de algum problema maior, talvez mesmo necessitando a intervenção de um(a) veterionário(a). 

Parte Inferior (Macho / Fêmea)




Cuidados com as aves de estimação


As aves são falantes, bonitas, companheiras e divertidas. Por isso, saiba sobre os cuidados para que elas consigam viver bem...


As aves podem ser excelentes companhias para quem gosta de um bichinho em casa. Mas o dono deve saber que, assim como qualquer outro pet, elas também precisam de atenção, além de muitocuidado com o cardápio e o ambiente em que vivem. As gaiolas, por exemplo, devem estar sempre posicionadas em local arejado, e não pode faltar água fresca, nem alimentação nas doses recomendadas pelo veterinário. Ainda é importante que o poleiro não fique em cima dos alimentos ou da banheira, evitando que os dejetos se depositem sobre eles.

Alimentação

O cardápio dos pássaros também precisa ser balanceado, e se engana quem pensa que eles se alimentam apenas de sementes. Normalmente, a alimentação deve ser composta 70% de ração. Os 30% restantes podem ser sementes — além das frutas, verduras e legumes, o que varia de acordo com cada espécie da ave. No caso do papagaio, por exemplo, “quando criado com uma alimentação baseada em sementes, ele vive em torno de 12 a 15 anos. Já quando o dono utiliza uma alimentação balanceada com ração, pode chegar aos 60 ou 80 anos”, explica Paulo Machado, biólogo da Megazoo (MG). Ele explica que a semente de girassol, uma das mais comumente usadas na alimentação dos pássaros, contém dez vezes mais gordura, duas vezes mais “energia”, além de excesso de proteínas e falta de minerais e vitaminas importantes para eles.

Na hora de visitar o veterinário

Quando o passarinho não está bem, ele também dá sinais de que precisa visitar o médico. Dentre os sintomas estão “parar de comer, ficar encorujado (quieto no canto da gaiola), dormir muito durante o dia e arrepios constantes”, afirma a médica veterinária Mariana Pestelli, do Pet Center Marginal (SP). Também é importante lembrar que ele precisa de uma gaiola que possa transportálo para o veterinário. Se ela for muito grande, ele acaba se batendo dentro dela, e o poleiro, mesmo que a gaiola seja apenas para transporte, nunca pode faltar. Ainda é um sinal de que o pássaro está saudável quando acontece a troca de penas, que ocorre todos os anos e, às vezes, até mais de uma vez ao ano.

Muda: importante renovação das penas


Fascinantes, as aves se diferenciam dos outros grupos de animais por apresentarem características bem peculiares. Entre elas, uma das principais são as penas. Além de embelezarem com diferentes colorações e formatos, possuem várias funções importantes. Auxiliam no vôo e na camuflagem, agem como isolante do calor e da água e, em aves aquáticas, aumentam a flutuabilidade, repelindo a água circundante.
A plumagem é formada por 90% de queratina, a mesma proteína que prevalece nos bicos e que, nos mamíferos, protege a pele e predomina nos pêlos, cabelos, cascos e unhas. Trata-se de uma proteína sujeita a desgastes, que podem ser causados por interferências como impactos, variações de temperatura, contato com a água, oxidação pelo ar e ação de agentes químicos presentes na chuva.

Como detectar doenças nas aves

Quem convive ou já conviveu com aves sabe como são ativas no período diurno. Do começo da manhã ao pôr do sol, cantam, pulam de um poleiro a ou-tro, cuidam das penas e se alimentam com apetite voraz. As exceções se limitam às corujas e a outras aves noturnas, além de às aves doentes. Mas os problemas de saúde costumam demorar a aparecer de maneira evidente nas aves. No início, os sinais são apenas sutis. Para percebê-los é preciso observar atentamente. Somente quando os sintomas se tornam evidentes, com tristeza e sonolência, por exemplo, o problema é percebido pela maioria dos criadores amadores. Mas aí, muitas vezes, a enfermidade já está em estágio tão avançado que fica difícil de curar.